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sexta-feira, 16 de junho de 2017

BEM TE VI - Por Bittencourt Sampaio


BEM TE VI 
Debaixo deste arvoredo
Para te olhar me escondi. 
Tu passavas: - em segredo
Cantei baixinho com medo: 
Bem te vi! 
.
Quis dizer-te atrás correndo: 
"Morro de amores por ti!"
Mas não sei porque tremendo
Fiquei parado dizendo:
Bem te vi! 
.
Junto à fonte cristalina
Sismando chegaste ali. 
Sopra a brisa casuarina
Doce nome = Cipladina -
Bem te vi! 
.
E tu voltaste cantando, 
- Que voz tão meiga que ouvi! 
Fui então te acompanhando; 
Foste andando... foste andando...
Bem te vi! 
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BREVE BIOGRAFIA DO AUTOR 
Bittencourt Sampaio, poeta brasileiro, nasceu em Sergipe em 1 de Fevereiro de 1834 e faleceu a 10 de Outubro de 1895. Foi diretor da Biblioteca nacional. Escreveu: Poesias, 1859; Flores Silvestres, 1860; Lamartinianas, 1869; e várias traduções. 
Nicéas Romeo Zanchett


domingo, 11 de junho de 2017

DIA DE CHUVA




DIA DE CHUVA 
Por Gabriel de Rialva. 
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Chove, chove, sem parar...
As nuvens correm no céu, 
Estendendo sobre nós 
Um espesso e feio véu.
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Silvos constantes do vento
Espantam os passarinhos, 
Que buscam espavoridos, 
O refúgio dos seus ninhos, 
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Turvam-se as águas dos rios, 
Pelos morros surgem fontes, 
Que rolam, em cataratas, 
Pelas encostas dos montes.
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Árvores de copa altiva, 
Gotejando sem cessar, 
Tem os galhos abatidos: 
Parecem até chorar!...
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Enquanto, pelas esquinas, 
Mendigos tremem de frio, 
A tristeza envolve a Terra
Num grande manto sombrio...
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Ó bondoso pai do céu,
Dai fim à nossa tristeza! 
Mandai, sem demora, o sol
Pra alegrar a Natureza!...
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Pesquisa e postagem: Nicéas Romeo Zanchett 

A MONTANHA E O ESQUILO



A MONTANHA E O ESQUILO 
Por Edvete da Cruz Machado
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A Montanha, que não era
Do esquilo muito amiga, 
Sempre que ele ali passava
Provocava uma briga. 
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"Não sei que podes fazer, 
Pois em ti só vejo rabo."
O esquilo se zangou
E à montanha respondeu: 
"Vou dizer do que me gabo.
Em muitas coisa eu falho, 
Mas eu faço o meu trabalho; 
Eu não tenho o teu tamanho
Mas, por isso, não me acanho. 
Como tu não sou tão forte, 
Mas prefiro a minha sorte, 
Pois eu posso passear 
E tu não sais do lugar. 
Mantém, pois, teu bom humor, 
Pois todos tem seu valor; 
Cada qual tem sua lida, 
Cada qual tem sua vida."
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Pesquisa e postagem: Nicéas Romeo Zanchett


A VOZ DO SINO - Por Vicente de Carvalho



A VOZ DO SINO
Tarde triste e silenciosa
De vila de beira-mar, 
Uma tarde cor de rosa
Que vai morrendo em luar.
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Ao longe, a várzea cintila
De uns restos de sol poente; 
Mas por sobre toda a vila, 
Do morro a que fica rente, 
Desce uma sombra tranquila 
E anoitece lentamente. 
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Este é apenas um trecho deste belo poema.
Nicéas Romeo Zanchett 

domingo, 12 de março de 2017

O SOLDADO E A TROMBETA - Por Olavo Bilac



O SOLDADO E A TROMBETA 
Um velho soldado 
um dia, por terra, 
a espada atirou; 
da guerra cansado, 
com nojo da guerra, 
as armas quebrou. 
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Entre elas estava 
trombeta esquecida: 
era ela, que, no ar, 
os toques soltava
e a luta renhida 
tocava avançar. 
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E disse: "Meu dono,
é justo que a espada, 
tu quebres assim! 
Mas que, no abandono, 
fique eu sossegada! 
Não quebres a mim! 
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Cantei tão somente...
Não seja ingrato
Comigo também! 
Eu sou inocente: 
não piso, não mato, 
não firo a ninguém...
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Nas horas de luta 
alegre ficavas, 
ouvindo o meu som. 
Atende-me! Escuta!
Se então me estimavas, 
agora sê bom!"
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E o velho guerreiro
lhe disse: "Maldita! 
Prepara-te! Sus! 
Teu som zombeteiro
as gentes excita, 
à guerra conduz!
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Terrível, irado, 
Jogou-a por terra, 
sem dó a quebrou...
E o velho soldado, 
cansado da guerra,
por fim repousou. 
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domingo, 11 de outubro de 2015

OS SAPOS - Por Celeste Jaguaribe de Mattos

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Os sapinhos da lagoa 
Cantam, cantam como gente! 
Se algum deles desentoa
- "Atenção!" diz o regente.
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Todos eles, lá no poço, 
Sabem de cor o seu hino, 
Os mais velhos cantam grosso, 
Os mais novos cantam fino. 
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Rico-rico alegre canta 
Da família o caçulinha.
Escondido ele levanta 
Para o céu a cabecinha. 
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Roque-roque em voz tremenda, 
Põe-se o mais velho a cantar. 
Raque-raque a velha emenda, 
Já é hora de rezar. 
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Pesquisa e postagem: Nicéas Romeo Zanchett 

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

MARIA E O CARNEIRINHO - Por Sarah Josefa Hale

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Maria tinha um carneiro; 
Era todo bem branquinho; 
Por onde a menina andava, 
Ia atrás o carneirinho. 
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Quando Maria saiu
Para ir à escola, um dia, 
O carneirinho, também, 
Saiu, atrás de maria. 
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E, quando chegou à escola, 
Não quis à casa voltar
E ficou, pela menina, 
Paciente a esperar. 
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Mal a dona apareceu, 
Foi para ela, a correr; 
- Perto de ti, nada temo, 
Parecia ele dizer. 
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- Por que será que o bichinho
Gosta tanto da menina? 
- Porque ela é carinhosa, 
Tem por ele muita estima.
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Se você quiser, também,
Ter algum animalzinho
Que seja bem seu amigo, 
Trate-o sempre com carinho
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Pesquisa e postagem: Nicéas Romeo Zanchett